Homenagem a quem começou esta história

Maria Cecília, mãe da menina que deu o nome à Fundação, não fugiu à regra das mulheres de sua época. Levou uma vida reservada e dedicada à família. No entanto, sua paixão pela leitura a distinguiu, dotando-a de uma qualidade intelectual invejável. Viveu cercada de livros, priorizando as leituras que a mantivessem atualizada.

Pessoas de sua geração, assim como a de seus filhos, encontravam nela aconselhamentos sensíveis e importantes redirecionamentos de vida. A perda da filha, somada à vasta cultura e à elevada espiritualidade e sensibilidade, a tornaram uma pessoa com olhar diferenciado para as questões humanas.

Ser parceira de seu marido, Gastão Eduardo, na concepção e criação da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), foi o resultado natural de um posicionamento de vida que reunia valores próprios e amadurecimento intelectual. 

Já na fase final da sua vida, apenas notícias dos netos e bisnetos e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal conseguiam fazer seus olhos brilharem de alegria e entusiasmo: era a concretização de seus sonhos que se fazia presente!

Maria Cecília nos deixou em dezembro de 2013, mas sua grande força e sua visão humanitária permanecem conosco, inspirando-nos todos os dias.